O futebol não é apenas um jogo — é uma paixão que transforma lares e hábitos de consumo. No México, uma das sedes da Copa do Mundo de 2026, 38% das famílias vivem essa paixão intensamente, enquanto 30% acompanham de forma ocasional. Durante o torneio, o ticket médio cresce 15%, e os lares mais engajados gastam, em média, 11% a mais que os demais. Até os espectadores ocasionais e desinteressados aumentam seus gastos em 4%. Para 2026, quem assistir aos jogos deve gastar cerca de 12% a mais.
No Brasil, onde o futebol é quase uma religião, essa força emocional ganha um novo elemento: as apostas esportivas (BETs). Hoje, 50% dos lares já apostam, e o mercado deve investir cerca de R$ 500 milhões em publicidade. Com campanhas agressivas e jogadores da Seleção como influenciadores, as BETs prometem transformar a experiência do torcedor em algo ainda mais envolvente — e isso impacta diretamente o consumo. Assim como o álbum de figurinhas vendeu 15 milhões de unidades em 2022, as apostas podem criar um efeito de massa, ampliando ocasiões de consumo e impulsionando categorias como snacks, bebidas e conveniência.
Na última Copa, o consumo domiciliar cresceu significativamente: Snacks +6%, Cervejas +7% e Churrasco +10% em volume. Para 2026, a oportunidade é clara: criar experiências que conectem sabor, emoção e conveniência; transformar momentos de torcida em ocasiões memoráveis; e aproveitar o poder dos grandes eventos e das BETs para gerar engajamento e crescimento.